terça-feira, 16 de julho de 2013

Para a Minha Irmã

Passa o tempo devagar e,
Antes que chegue o fim, vamos
Rir juntas, como fazíamos lá
Atrás, na nossa meninice esquecida.

Até nos doer a barriga.

Mas, se nos perdermos no meio desse riso,
Inteiro, intacto, inalterado,
Na sombra de um choupal de beira-rio,
Havemos de lembrar tantas coisas como 
Aquelas que já não nos são.

Irmã. Sem ti os meus dias ficariam pela metade,
Remendados, qual
Manta de retalhos corroída pelos anos, sem que a 
(l)Ã, contudo, se desfaça.