segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Para L.

Hoje fervi o chá e os sconnes foram ao forno, apesar de o sol quente convidar a uma bebida fresca. 
Vieste. Já era um pouco tarde e eu ansiava a tua presença. Num momento, todo o mundo se fez ali. E numa pequena fracção de tempo todas as nossas histórias estavam juntas de novo, num rememorar de saudade.
Não o sabes, mas todos os dias me lembro de ti. Não falamos tantas vezes, como no tempo lá atrás, mas estás comigo sempre. Porque foi muito o que já vivemos e multiplicam-se as memórias. Numa canção, num filme, numa ida ao cinema ou ao chato do centro comercial. Ou às vezes até sem motivo. Por vezes dou por mim a rir. Não sozinha, porque tu estás lá comigo. São tantos os nossos mundos dentro do mundo.
A saudade fez-se conversa e a conversa de novo saudade. Entretanto já tinhas ido. Caiu a noite. 
E eu de novo ali, a chorar por  mais um momento. 
Hão-de vir outros invernos. Ir-se-ão aquecer outros chás. Havemos de rir e chorar mais vezes, se o tempo não deixar de ser tempo. Por ora, descansemos. E continuemos a dar as mãos, ainda que num espaço que nos afasta.
Da tua amiga A.

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